sábado, 26 de maio de 2012

Revista Clitoris

Texto meu na terceira edição da baita Revista Clitoris!
Acessa por aqui o conto, ou aqui para o material na íntegra.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
A adrenalina cardíaca
como gozo do ciúme.

E depois,
um cortejo
para aquietar.
 
 
quinta-feira, 17 de maio de 2012

O amor é o termo - corpo estranho - da medicina e quiçá da espiritualidade,
que chega pra foder os olhos e o estômago.
sexta-feira, 4 de maio de 2012



quinta-feira, 3 de maio de 2012
Me ligastes dizendo que querias me encontrar. Fui mais uma vez te salvar. Entrei no carro, beijei tua face, repousei o vinho no chão, me levou para tua casa em silêncio. Depressão? Fez comida para conversarmos. Comemos. Conversamos. Então fomos para o quarto, para a música, para deitar no teu peito sob um filme de Woody Allen e duas taças com vinho branco. Por uma hora e meia fiquei ali entre intervalos no banheiro, fixando o olhar na tela e a boca repetitivamente na borda da taça até terminar - o vinho e o filme - teus olhos, boca, nariz e respiração libertadora para minha nuca e corpo voltarem à ativa depois de um tempo modesto de privações carnais. Então, com vino bianco em todo o interior do meu corpo e língua afora, usamos brindes quentes de agrados e requinte lascivo no coração da boca. E na boca do coração: In Vino Veritas, sentença que inspira - e expirou - tapas sabor uva, líquido, perversão. Depois, um entrosamento de carinho e corpos grudados para dormir, acordar e me levar de volta, aqui onde me buscou.

(...)

Querendo saber onde foi que te enterrei. Nesse vão de silêncio não assimilei.

 Sarav ...



sexta-feira, 27 de abril de 2012
Saravá.
Trabalhando no álcool pra fechar o mês e abrir outro.
Te enterrar.
Pra não assimilar.


quarta-feira, 25 de abril de 2012
E quando o fogo paira no meu meio é à ti que vou me dar. Tu és equivalente à um lanchinho, que por vezes estoura o valor nutricional. Sei que te escrevo toda meiga, carnal e amorosa, é meu jeito e são o que os nossos momentos são. Mas, boy, fora deles, não pense que me enganas e que assim, fico à mercê de lugares não preenchidos, de solidão.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Minha solidão de individualidade é conforto, uma entidade com fins de paz, lucrativos. E não acho que esses dias solitários terminarão algum dia. Nem meus devaneios, nem minhas exceções de festas loucas, nem você, uma lasca de maciez e amor que ajuda a rejuvenescer.
Acabo de constatar meus bilhetes da loteria e não foi dessa vez a folga econômica. Me conformo e penso que de certa forma segurar tua mão de conchinha ou lado a lado deitando de costas é ganhar aquele clichê de loteria da alma. Ao menos existe essa deixa em que tenho teus toques em mim respirando fundo todo o câmbio instigante de Filomena e Peter. De um tempo de cuidados redobrados com minha saúde e que a vida pede calma e atenção, damos um jeito de ter rápido um palco delicado com platéia pra dois. A vida pra impressão da memória pra todos sai depois. Há que respeitar meu pavor dos holofotes, da mesquinharia de cochichos alheios. Por enquanto nos tateamos em dedos, em delicadezas, em amor, em individualidade respeitada, da nossa maneira.



segunda-feira, 23 de abril de 2012
Forneça o vinho e beba aquela mulher.

domingo, 15 de abril de 2012

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

P.

Adormeci ganhando beijos, dedos, braços, olhos e uma respiração gostosa, baseada no cheiro da nuca. Acordei para dispensar hidratação capilar e massagem ocidental. Visualizei corpo e cabelos macios de fluxo sexual e sustentável de amor.

Filomena.
sexta-feira, 30 de março de 2012

Californication

Bebes demais e o único exercício que fazes é na cama. "Ama" as mulheres e tens um ego enorme, mas, na verdade, detesta a si próprio. Portanto, qualquer mulher que realmente goste de ti, é considerada uma idiota.

No Gentleman

Trago um pouco de anos anteriores e guardo um dos pés na meninice. Talvez por isso cada poro do meu corpo é uma memória tua. Mesmices de sofrimento e alegria que vêm perturbar o bem querer que aí se torna intangível. Tua autonomia rude pra sobreviver sem apalpes quentes e loucos de sentimentalismo me fazem sentir nojo de alguém que um dia eu chamei de gentleman. Estavas certo quando me dissestes que te conheço muito bem, e assim, já não me lembro mais onde está meu poder, tu sugou todo pra ti e transformou em ansiedade, veneno e enfermidade. Tu me desculpa, mas tua risada no meu ouvido só me faz te dar a resposta de que não és pareo pra mim. Diz que me queres, mas não sabes o tédio que me dás quando te olho vivendo sentimentos em dez por cento do teu potencial, deixando noventa por cento de sexo exponencial. Bull shit, a tua intensidade. Tu ainda nem te descobriu.


quinta-feira, 8 de março de 2012

International Women's Day

Aos hormônios de poesia, doçura e veneno; às múltiplas formas belas; ao mundo que graças a nossa loucura não transpira em água parada, nem no tédio... Uma vida inteira de respeito e reconhecimento.
Quer dizer ... ♥
 

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